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REÚSO DE ÁGUA SURGE COMO ALTERNATIVA DE ECONOMIA
 

Construtoras criam métodos de economia para os novos Condomínios

Em tempo de escassez dos recursos hídricos globais e de busca de medidas que eliminem os desperdícios e reduzam as despesas com o consumo de água, construtoras passam a adotar ações simples, mas que podem gerar grandes economias no fim do mês. Alguns condomínios trazem um diferencial nesse sentido: uma estação de tratamento de esgoto, que permitirá reutilizar a água nas colunas dos vasos sanitários e no aguamento dos jardins.

Com a possibilidade de reaproveitamento da água, a economia em um prédio de 180 unidades, em um ano, pode chegar a 864 mil litros, ou cerca de 900 metros cúbicos, o equivalente a R$ 4.500,00 a menos, para os condôminos.

Os prédios contam com estrutura para a captação de água da chuva, que será igualmente utilizada na coluna de vaso sanitário e jardins. Essas medidas repercutem diretamente no valor do condomínio, já que reduz, de forma significativa, o consumo de água utilizada nas áreas comuns, além de representar uma efetiva ação da construtora na preservação e uso racional da água.


Para viver bem, cada pessoa precisa de cerca de 110 litros de água por dia, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros. Esse fenômeno está diretamente ligado ao crescimento demográfico e à mudança na intensidade de consumo, com o acréscimo de mais equipamentos domésticos.

A Sabesp, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - EPUSP e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, detectou o consumo de água em diversos estabelecimentos. Para se ter uma idéia, em escolas públicas, por exemplo, o gasto é de em média 25 litros por dia por aluno. Em prédios comerciais , a média é de cerca de 50 litros por funcionário e em hospitais são cerca de 500 litros por leito.

Apesar disso, a população da cidade de São Paulo já está mais consciente, segundo Ricardo Chain, gestor do Programa de Uso Racional da Água para a região metropolitana de São Paulo. A média de consumo na cidade é de 160 litros por pessoa e tem caído com o passar do anos. Em 1997, o gasto era de 20 mil litros de água por residência em um mês. Em 2006, o valor caiu para 15 mil litros de água, afirma Chain.

A Sabesp trabalha com campanhas do economia de água desde 1995. O Programa de Uso Racional da Água está investindo na educação dos consumidores. De acordo com Chain a empresa está oferecendo cursos e palestras para que as pessoas saibam como verificar vazamentos, como fazer a limpeza da caixa d´água, entre outros pontos que ajudam na redução do consumo. O eventos são gratuitos e o usuário se cadastra pela internet, explica.

Além dessa ação, a empresa desenvolve parcerias com a iniciativa privada para que as empresas produzam equipamentos que sejam desenhados para economizar.

A Agência Nacional de Águas (ANA) também está empenhada em diminuir o consumo de água em âmbito nacional. Segundo Eduardo Cavalcanti, consultor da ANA, há um grupo trabalhando na normatização do uso da água na agricultura, outro que, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), criou um manual para o uso racional na indústria e também está sendo produzido um manual para conservação e utilização da água nas edificações. Estamos trabalhando também na divulgação e incentivo do uso de medição individualizada nos edifícios. Já fizemos 17 eventos pelo Brasil em que participaram 1884 pessoas entre síndicos, projetistas, corretores, construtores, afirma.

 
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