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RACIONAMENTO
DE ENERGIA
Em
razão do racionamento de energia elétrica que
está sendo implantado em várias regiões do país,
a FONSI-Administradora de Condomínios reuniu nesta
edição especial do seu boletim, várias informações
específicas sobre o que deverá mudar nos condomínios
durante este período de crise e uma série de dicas
de economia, que poderão garantir um funcionamento
mais racional dos edifícios.
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CORTES
CONDOMÍNIOS
PODERÃO ESCAPAR
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Os
CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS que comprovarem
que estão utilizando apenas as cargas essenciais
ao seu funcionamento, poderão ser excluídos
dos cortes de energia, mesmo que não consigam
cumprir a meta fixada pelo Governo, ou seja,
80% da média consumida nos meses de Maio,
Junho e Julho/2000. A medida faz parte da
resolução divulgada em 24/05 pela Câmara
de Gestão da Crise de Energia Elétrica.
Serão consideradas como cargas essenciais,
a utilização do menor número possível de
elevadores e bombas de água, a iluminação
necessária à segurança, com lâmpadas de
maior eficiência luminosa e de baixo consumo.
Os condomínios terão de negociar diretamente
com as distribuidoras de energia elétrica,
para ter direito a este benefício. No caso
dos CONDOMÍNIOS COMERCIAIS, os cortes poderão
ocorrer, caso a meta de economia não seja
cumprida. Segundo a Ordem dos Advogados
do Brasil, os cortes são ilegais e ferem
todos os princípios do Direito. As últimas
notícias, apontam que a O.A.B. estará propondo
em breve, uma ação de inconstitucionalidade
contra o plano de racionamento, o que poderá
alterar novamente nos próximos dias, toda
a programação do governo em relação aos
cortes.
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TARIFAS
CONDOMÍNIOS
TERÃO QUE SE PREVINIR
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Durante
o período de racionamento, as tarifas de
energia elétrica para os consumidores que
ultrapassarem o consumo de 100 Kwh., que
é o caso da maioria dos condomínios, sofrerão
um aumento escalonado, da seguinte forma:
ATÉ 200 KWH
- A tarifa permanecerá a mesma; DE
201 A 500 KWH - A tarifa permanecerá
a mesma até os 200 Kwh. e 50% mais cara
sobre o restante do consumo; ACIMA
DE 500 KWH - A tarifa permanecerá
a mesma até os 200 Kwh., 50% mais cara sobre
o consumo de 201 a 500 Kwh. e 200% mais
cara sobre o restante. Em contrapartida
aos aumentos da tarifa, os consumidores
que conseguirem uma economia maior do que
a meta estabelecida, receberão um bônus
equivalente ao mesmo valor economizado.
Os condomínios, terão de economizar o máximo
possível, para que o custo desta despesa
não seja elevado bruscamente, pois, a maioria
dos edifícios consomem muito além de 500
Kwh./mês. Já se comenta em várias regiões
do país, sobre a existência de ações judiciais
e até liminares expedidas contra a cobrança
das sobretaxas. Porém, este assunto ainda
será alvo de muita discussão no judiciário,
até que se chegue à uma posição definitiva.
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TAXAS
CONDOMINIAIS TERÃO AUMENTO DE ATÉ
20%
O
plano de racionamento de energia elétrica
deve fazer com que as taxas condominiais
subam entre 10% e 20%. Isto porque,
a grande maioria dos condomínios,
consomem mensalmente, cerca de 3.000
Kwh. Portanto, mesmo que os edifícios
consigam a economia obrigatória de
20% para se livrarem dos cortes, serão
penalizados com as sobretaxas de 50%
e 200%, que serão aplicadas sobre
a maior parte do consumo. Com as "sobretaxas"
ou "sobretarifas", a conta de luz
de um condomínio que consome uma média
de 5.000 Kwh., pagando cerca de R$
1.200,00 por mês, deverá ter um aumento
de 134,66%, já considerando-se a redução
de 20% no consumo, tendo à pagar uma
conta no valor de R$ 2.800,00. Essa
diferença de R$ 1.600,00 dividida
entre os condôminos, no caso específico
de um edifício de 60 unidades, equivaleria
a um aumento aproximado de 13% no
valor do rateio ordinário, elevando
o condomínio de aproximadamente R$
200,00 para R$ 226,00. De acordo com
um levantamento preliminar efetuado
pela FONSI em alguns de seus condomínios,
se não for alterada essa forma de
tarifação pelo governo, a maioria
certamente terá dificuldades para
reduzir o consumo, pois já vinham
economizando energia elétrica há muito
tempo.
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