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EDIÇÃO 2.000
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CURIOSIDADES

As aparências enganam!

Certa vez, no reino dos céus, dois anjos foram escolhidos para cumprirem juntos, a missão especial de levar ajuda às famílias mais necessitadas. Um deles, muito jovem e inexperiente, perguntou ao outro, que era mais velho e já havia praticado muitas boas ações como anjo, como fariam para distinguir em uma visita de poucos dias, as pessoas boas e merecedoras de ajuda, daquelas más e que só amam a si mesmo. Respondendo, o anjo experiente pediu para que o jovem o acompanhasse, para aprender mais esta lição. Em sua primeira visita, foram recebidos por uma família rica. Embora vivessem numa bela mansão, aquelas pessoas eram más e egoístas e não permitiram que os anjos dormissem em um dos quartos de hóspedes da casa, e sim, num porão frio e úmido. Quando eles estavam preparando suas "camas", naquele chão duro, o anjo mais velho viu um buraco grande junto à parede e imediatamente, com seu poder, reparou aquela fenda. O anjo mais jovem, que não estava gostando nada do lugar onde haviam sido colocados para dormir, quis logo saber o porquê de ajudar pessoas como aquelas. "As coisas nem sempre são o que parecem", respondeu o anjo mais velho. Na noite seguinte, os anjos encontraram repouso em uma casa humilde, onde vivia um casal bondoso e hospitaleiro. Eles dividiram com os anjos a pouca comida que tinham e os colocaram para dormir em seu próprio quarto, indo eles, donos da casa, dormir na sala. Na manhã seguinte, ao acordar, os anjos encontraram a pobre mulher, desesperada e chorando muito.

É que a única vaca que eles possuíam havia morrido. Era dela que eles tiravam o sustento, vendendo seu leite. O anjo mais jovem ficou furioso e perguntou ao mais velho, por que ele havia deixado aquilo acontecer com pessoas tão boas, dizendo: A primeira família tinha tudo e você ainda consertou a casa deles. A segunda família, com tão pouco, você permitiu que a vaca morresse?. As coisas nem sempre são o que parecem, respondeu novamente o anjo mais velho. "Na noite passada, quando dormimos no porão, eu notei que havia muito ouro enterrado debaixo daquele chão. Como o dono da casa era muito egoísta e não aceitaria usar aquela fortuna para ajudar os pobres, eu fechei a fenda para que ele nunca pudesse encontrá-lo. Esta noite, quando dormíamos na cama do casal pobre, o anjo da morte veio para buscar a esposa, mas eu conversei com ele e o convenci a levar a vaca em seu lugar, pois os dois se amavam muito e poderiam, juntos, arrumar outro sustento para a família em pouco tempo. Como eu sempre lhe disse, meu jovem, as coisas nem sempre são o que parecem". Essa história nos ensina uma grande verdade: todos os atos praticados pelas pessoas, mesmo os mais insignificantes, cooperam para trazer o bem àqueles que amam ao próximo como a si mesmo. Esse é o verdadeiro exercício da fé: confiar em Deus quando tudo parece estar contra nós. Agindo assim, mais na frente, vamos entender claramente que por todo o nosso caminho, mesmo que nem tudo aconteça como queremos, Deus esteve sempre ao nosso lado para nos ajudar.

SEGURO CONDOMÍNIO: ASPECTOS IMPORTANTES PARA SUA CONTRATAÇÃO

 

  • OBRIGATORIEDADE DO SEGURO

A contratação do seguro é obrigatória, de acordo com a Lei 4.591/64. Segundo esta Lei, o seguro deve abranger todas as unidades autônomas e áreas comuns do edifício, conjunto de edifícios ou casas, devendo garantir a sua reposição pelos danos causados por incêndio ou outros danos que possam causar destruição, no todo ou em parte do imóvel. A apólice do Condomínio não garante o conteúdo de suas unidades, ou seja, tudo aquilo que é de propriedade exclusiva do condômino, tais como: móveis, eletrodomésticos, armários, roupas, etc. Estes bens poderão ser segurados através dos chamados seguros Residenciais.

  • RESPONSABILIDADE DO SÍNDICO

O artigo 13º da Lei, estabelece que o Síndico é o único responsável pela contratação do seguro do condomínio, inclusive, respondendo com seu patrimônio pessoal, na ausência ou insuficiência do mesmo. Assim, a aprovação do valor do seguro em Assembléia ou em reunião de Conselho, não lhe atenua essa responsabilidade, mesmo que ocorrer deliberação determinando a contratação de apólice de valor inferior ao necessário. Portanto, nenhuma deliberação poderá se sobrepor à Lei e mesmo que a função de contratar o seguro seja delegada à outros, isto não elimina a responsabilidade do síndico.

  • VALOR ATRIBUÍDO À GARANTIA CONTRA INCÊNDIO

O seguro incêndio, deve ser feito por um valor sempre um pouco maior que o de sua reconstrução, visando deixar disponível, verba para desentulho do local. É errado atribuir o valor de venda do imóvel, como sendo o valor a ser segurado. Este critério nunca será válido, pois no valor de venda, está computado o valor do terreno e sua valorização ou desvalorização comercial da região, que independem do valor de sua reconstrução.

  • MORADORES QUE POSSUEM SEGURO PARTICULAR

Não se pode excluir da contratação, as unidades que possuem seguros particulares, pois o seguro do condomínio é obrigatório por Lei e compreende tanto as áreas úteis como também as áreas comuns do edifício e seus equipamentos, sendo o seu custo uma despesa ordinária.

 


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